quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Roma com muito custo!

Poizé, já voltamos do nosso mochilão - desde o dia 27 de outubro -, mas não conseguimos postar tudo o que temos pra postar sobre as cidades por onde passamos. Então vamos dando sequencia cá das terras tupiniquins mesmo.

Apois, de Barcelona fomos para Roma!
Devo admitir que ir para Roma foi uma teimosia minha nossa. Todas as coisas estavam sinalizando que não era boa coisa apertar ainda mais o nosso orçamento pra caber os bilhetes de entrada e saída na capital das ruínas. Os preços dos bilhetes não estavam baratos, não conseguimos hospedagem pelo Couch Surfing e não conseguimos localizar nenhum hostel baratinho pela internet. Mas eu queria porque queria ver o Colosseo e então fizemos milagre com nossos euros e embarcamos de Ryanair pra Roma na esperança de encontrar um hostel com preço bom.
O que posso dizer sobre o que vi de Roma, enquanto mochileira andarilha é que aquilo lá é um pedacinho de Brasil na Europa, ou melhor é uma parte do Brasil que não gosto, na Europa. De verdade!
Esclareço: Vimos ruas sujas, muitas pessoas pedindo esmolas, homens indiscretos mexendo com as mulheres nas ruas e uma quantidade inimaginável de ambulantes nos pontos mais turísticos. 
Tem lindos monumentos? Tem ruínas de 2391232402384 anos de idade? Tem Coliseu? Tem Vaticano? Tem sim, tem tudo isso... mas nada disso se sobressaiu diante das tantas coisas que nos incomodou durante a nossa estadia por lá.
Pra começar, sentimos que o negócio não ia ser bom assim que desembarcamos no aeroporto. Para conseguir pegar o ônibus que faz o trajeto até o centro de Roma foi um suplício. Algo semelhante a pegar metrô na Estação da Luz tipo umas 17h. E fora carro, só dá pra ir pro centro de ônibus.
O ônibus vai até o terminal rodoviário. E chegando no terminal rodoviário a decepção continuou porque o lugar além de super confuso, por estar em obras, é cheio de pedintes. Enfim...

O mais lamentável dessa aventura é que ela nos custou caro. Roma foi o lugar que menos nos agradou na Europa e o que custou mais caro. Quase não há hostels, o único que encontramos custava mais que o dobro do que pagamos em Barcelona e estava lotado. Apesar dos milhares de hoteizinhos que existem ainda na região da rodoviária terem uma qualidade pouco razoável, os preços são inacreditáveis. Gastamos 58 euritos por uma hospedagem num hotel altamente xexelento que faz propaganda de oferecer café da manhã, mas na verdade o "prima colazione" deles é um pão de anteontem com uma bebida da máquina expressa (café, chocolate ou suco)! 
Outro detalhe é que o sistema de transporte público é estilo Salvador. O metrô é uma piada! E nós nem utilizamos, porque fizemos todo nosso turismo por lá a pé! (sim, perdemos uns dois quilos cada um rs)

Bem, o que aprendemos com nossa ida a Roma foi: Não deviamos ter ido pra lá! rs
E se você está indo mochilar na Europa, com grana apertada e muita vontade de conhecer vários lugares, nossa sugestão é que você experimente outro destino na Itália! Nos falaram bem da região da Toscana, de Veneza e do Sul do país. #ficaadica

"Pra não dizer que não falei das flores", a gente aprovou a água das fontes públicas! Foi sem dúvida a melhor água que bebemos em toda a Europa! Comemos a melhor batata frita ever... tá bom que comemos numa franquia de Amsterdam mas tá valendo! rs E claro, a gente fez milhares de fotos, saboreou um bom gelato italiano e ficou falando português com aquele sotaque italiano pastelão durante alguns dias!

Como já falei um monte das cosias ruins, deixo aqui nas fotos só as recordações legais pra vocês:





As ruazinhas tem muitos restaurantes como esse da foto, com mesinhas cobertas com toalhinhas quadriculadas. Nada mais italiano, né? :)


O melhor sorvete que já tomamos! Fica lá no meio da cidade antiga e você saca logo que a sorveteria é boa porque fica um moooonte de gente na porta esperando pra saborear a delícia. A sorveteria, ou melhor, gelateria se chama Giolitti!



 O Vaticano é interessante, mas a visitação é paga e custa caro... Não entramos no museu, fizemos fotos na frente e olha lá atrás da gente o tamanho da fila pra entrar na mansão do Papa. Tinha, sem exageros, mais de 2000 pessoas.



quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Planilha pra viagens

Conforme prometido, fizemos essa tabela pra ver os custos de cada rota que queríamos fazer. Pesquisamos com uma data aleatória quais eram as melhores pontes aéreas. Ex.: Usava qualquer data e pesquisava para onde era mais barato ir saindo de Barcelona, e assim com todas as outras cidades.



As cores da planilha vão facilitar pra fazer seu roteiro. Com isso pré-estabelecido, faça a pesquisa com as datas corretas.

Sucesso!

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR A PLANILHA

sábado, 25 de outubro de 2014

Labirinto de Horta - Barcelona

Último dia dessa viagem em Barcelona. O que fazemos? Tanto pra ver ainda... bom, resolvemos ir até o Parque do Labirinto de Horta pra conhecer um labirinto de verdade. Todo feito de plantas, o local é muito bonito e, por ser longe, bem pouco frequentado e sossegado. Verdade seja dita, nos perdemos no labirinto e deu um trabalhinho pra achar a saída rsrs. Massa!

Escultura no bairro Ciutat Vella


Hospital de Sant Pau: o hospital foi transferido e a parte antiga é aberta a visitação.
Lindo, mas foi mais uma visita de fachada por conta do valor

Outro passeio legal foi no Parque Ciutadela. Muita gente tomando banho de sol, passeando com cachorros, com a família, com os amigos, tocando violão. O sol da Europa é bem diferente da incidência no Brasil. Pode ficar direto porque o calor é bem insuficiente pra gente. Então deitamos no gramado um pouco pra tirar um cochilo.

Fomos nos perder mais um pouquinho pelo bairro Gótico. Olhe no mapa onde tem uma rua principal e fuja dela. Entre nos becos, pesquise as vielas, et cetera et cetera et cetera... :)

Depois fomos comer num restaurante vegano. Muito boa a comida por sinal. O dinheiro foi curto pra conhecer cada cantinho vegetariano da cidade, mas deu pra provar alguma coisa.


Dica: se precisar fazer o checkout do hostel e estiver longe do horário da viagem, geralmente eles tem seviço de guarda-volumes para os hóspedes por um preço barato tipo entre 2 a 6 euros. Aproveite pra não sair por aí cheio de malas até o horário do vôo.

Montjuic, Gaudí, Barcelona

Algum de vocês assistiu o filme "Nosso lar"? Lembram daquela cidade do além toda modernosa, cheia de luz, e etc? Pois sim, muito fantástico conhecer as instalações que a cidade de Barcelona ganhou em Montjuic para as Olimpíadas que aconteceram em 92. Entre elas a torre da Telefonica que foi projetada por Calatrava. Ao mesmo tempo que é muito legal, cabe a reflexão que não podemos adentrar em apenas 5 dias de passeio na cidade, senão por meio de outras pesquisas. Qual o uso efetivo de um equipamento urbano dessa dimensão no período pós-evento? Bom, e depois de esclarecimentos de Eloísa e Ana Luíza, amigas brasileiras que vivem em Barcelona, descobrimos que a cidade usa com bastante frequência esse espaço. Que sirva de exemplo, porque parece que toda sede de Copa do Mundo ou Olimpíadas acaba passando por esse dilema. De certeza, pra quem tá a fim de passear, vale a visita no lugar.


 







De lá a gente tava querendo ir visitar o Museu Blau e pra isso tivemos que ir até a estação Glòries próxima da Torre Agbar. Lá estava tendo uma feira massa demais chamada Eat Street. Várias barraquinhas de comida com preço acessível, gente descolada, casais jovens com seus filhos e música boa. Do lado tem um super-camelódromo que, entre roupas e eletrônicos, tem uma área só de venda de antiguidades e bugingangas diversas.





Infelizmente, o Museu Blau tava fechado no dia, mas valeu a pena ir lá pra dar uma olhada na dimensão do dito cujo e na urbanização da região praieira ali próxima. Nada que eu concorde muito, mas interessante.

O dia seguinte foi dedicado a visitar o Park Güell do Gaudí. Bom, a ideia era só olhar as fachadas, mas a parte mais interessante do parque era fechado e precisava pagar pra entrar. Então, tomem 8 euros por pessoa e vamos adentrar. Também aproveitei pra olhar tudo, tintin por tintin, usar o banheiro, beber água, relaxar e conhecer a história do lugar que é bem interessante. Um parque lotado de gente que logo após construído foi decretado como um fracasso comercial. A sorte do lugar foi que a prefeitura tomou de conta e virou sucesso por causa da iconização de Gaudí. Não é a toa que eu falei que transformaram ele no Mickey Mouse catalão. Bom, valeu pagar pela visita.




Importante: tudo que você acha bonito em fotos,
tem mil pessoas ao lado disputando pra fotografar também


Vale lembrar que compramos o ingresso pra entrar no Parque Güell para o fim da tarde, e enquanto isso resolvemos subir para conhecer a área do Parque Tibidabo. Você vai encontrar dois jeitos de subir. Um é pelo furnicular e isso vai te custar um dos olhos da cara. O outro é de ônibus, fazendo exatamente o mesmo percurso, com a diferença de que é de ônibus, só isso. Quando chegar lá você vai descobrir também que subir para o mirante mais bonito vai te custar mais 7,70 euros por pessoa, podendo ir até a Torre de Collserola (de Norman Foster) gastando mais uns 5 euros pra subir a torre. Dizem que a vista é fantástica, mas somos mochileiros e não rycos. O parque de diversões Tibidabo a gente nem arriscou ver o preço.

Dica: na entrada da Casa do Porteiro vai ter uma fila enorme e talvez um funcionário do parque dizendo que não tem nada demais pra ver lá dentro, pra depois você não se decepcionar. Se ele não tivesse avisado isso talvez tivesse acontecido isso, mas valeu ter entrado e assistir os videos e ver as fotos lá dentro.

Barcelona, a surpresa

Até aqui, tivemos hospedagem em todos os lugares que fomos. Mas, Barcelona é uma cidade muuuuuuito lotada de turistas. Então o Couchsurfing não funcionou e recebemos muitos "not available". A solução foi um Hostel. Ficamos em dois: Saint Jordi e Youth Hostel. O primeiro tem uma estrutura fantástica, o segundo é modesto mas pelo mesmo preço do primeiro serve um café da manhã.




Da parte de Gêiza, Barcelona não entraria no roteiro normalmente porque não faz parte daquele sonho de viagem pra Europa como Grécia, Roma, Paris etc... Mas da parte de quem tem algum contato com arquitetura, Barcelona não pode sair do roteiro. Um pequeno adesivo na entrada do metrô avisava: "Barcelona não é um parque temático: turistas, vão embora". Espanhóis xenófobicos que me desculpem: Barcelona é um parque temático com o tema arquitetura, e vocês fizeram de Gaudí o Mickey Mouse catalão. Enfim...

Essa cidade é mais uma que vale o conceito de se perder. Pelo menos na área do Bairro Gótico, Ciutat Velha, Barceloneta... No primeiro dia fomos visitar a torre Agbar, também do Jean Nouvel, que projetou a torre Signal em Paris. Depois fomos ver pelo menos a fachada da Sagrada Família, uma construção ímpar nesse planeta. Como parte da viagem lowcost, todo mochileiro tem o dever de se satisfazer em olhar a frente e não entrar: e assim fizemos :D

No dia seguinte, Casa Milá, Casa Batlló, um prédio do Toyo Ito... isso tudo na mesma rua. Porque falei em se contentar com ver as fachadas? Porque a entrada em cada casinha dessa feita pelo Gaudí custa 21 euros. Um lema a ser adotado numa viagem pra Europa onde seus pobres reais se convertem em valiosos Euros: se converte não se diverte. É verdade, mas tem coisas que a gente não tem como não pensar. Como assim 70 reais pra uma visita? Demais né? Uma passada rápida no Museu de Arte Contemporânea, do Richard Meyer... Então fomos pegar o metrô.


Dica do dia: em Barcelona temos muitas fontes com água bem gelada e o povo bebe água por aí mesmo. De graça!

Saímos pra encontrar a Eloísa, amiga que mora em Barcelona há 15 anos. Perto da praia conseguimos uma boa refeição por 10 euros por pessoa, mas isso é só em dias de quarta feira. Eles tem um costume da refeição ser servida por partes: entrada+principal+sobremesa e a bebida.




Lá na praia conhecemos a escultura de Peixe do Frank Ghery, e saímos para conhecer o Shopping Arena na área do Montjuic, uma reforma do Richard Rogers utilizando uma antiga arena de tourada. Lá perto tem uma fonte chamada de Fonte Mágica, que dá um espetáculo a parte em dias de sexta e sábado. Eu, particularmente, não gosto dessas fontes cheias de luzinhas e água jorrando por todos os lados, mas essa fonte...! Ah essa fonte! É mágica!



Dá vontade de escrever umas dez postagens pra falar de Barcelona. Mas creio que vou perder leitores assim rsrs
Abraço!

sábado, 11 de outubro de 2014

Braga: Penico do céu

Bom, chegamos em Braga, norte de Portugal. Cidade carinhosamente chamada de Penico do Céu: parece que toda chuva do mundo passa por lá. [Como dissemos antes, queríamos conhecer a Escola da Ponte. No site dizia que as visitas estariam reabertas em outubro. Enviamos email e tentamos telefonar antes mas não conseguimos contato deles. Então Bárbara, nossa anfitriã, tentou e conseguiu. Destoando das informações que tínhamos a respeito da escola e da educação de seus alunos, quem atendeu o telefone foi uma funcionária e, segundo Bárbara, foi bastante antipática ao responder que não estavam recebendo visitas, "mandaram email antes?", "não deviam ter vindo sem reposta", etc... Enfim...]

Primeiro dia no penico do céu

Choveu muuuito em Braga durante o dia. Aproveitamos pra procurar um couch em Barcelona e Roma. A noite fomos com Bárbara e Leão conhecer um pouco da cidade e comer num restaurante vegetariano bem bom.
A família de Bárbara foi muito receptiva. O marido Jorge Leão, português, os dois filhos mais velhos Felipe e Isabela (que emprestou o quarto pra gente e com seus 15 anos proseou um bocado sobre a política brasileira), e o pequeno João Pedro, vulgo Leãozinho, que fala um idioma muito peculiar de bebê português rsrs. No dia seguinte o céu nos agraciou com bom tempo e saímos com nossa guia-anfitriã pra conhecer a caísse.

Primeira parada no Bom Jesus. Um local religioso com um mirante fixe com vista pra cidade toda. Fontes, lagos, natureza e uma escadaria linda. A subida foi por um elevador/bonde de água: nada de eletricidade, nada de combustível. Só água, matemática e física.




Na saída de lá passamos por uma rua mágica! Um golpe de vista faz parecer um declive, mas parando o carro ele começa a "subir" de ré. Dizem que as crianças adoram. De lá mais um passeio pelo centro, e numa igreja, a dita sepultura de São Pedro, falecido em 45 d.C.


Fomos almoçar n'outro restaurante vegetariano e depois conhecer o prêmio Pritzker de 2011, o estádio do Braga projetado pelo arquiteto português Souto Moura. Um pequeno desabafo da guia do estádio dizendo que custou 120 bilhões de Euros enquanto a cidade precisava de hospitais. Onde já se viu um governo fazer isso né? Só em Portugal mesmo rsrs
Visitar a catedral da Sé está custando 5 euros a visita completa. O estádio custa 6, sendo que ingressos pro jogos ficam em torno de 10. Entao talvez seja melhor ir assistir um Braga x Porto.



Bárbara fez canelones vegetarianos pro jantar. Pense numa anfitriã top Chef! E às 23h pegamos por 8 euros o ônibus que vai pro Aeroporto de Porto, pra dormir la e pegar o voo as 6:35 pra Barcelona.

P.s.: Resumir o que contar no blog é muito difícil. Dá vontade de contar cada detalhe. Mas procuramos escrever o suficiente pra que a leitura não seja cansativa. Da mesma forma escolher as fotos é uma tarefa árdua, então acompanhem o nosso flickr.

Ao Porto de trem

Depois de nos surpreendermos com Lisboa, chegamos ao Porto! O plano de vir para o Porto nasceu do desejo de conhecer a Escola da Ponte, que fica numa região próxima - em Santo Tirso - e para onde nós nos organizamos para ir entre os dias 6 e 7 para conhecer um pouco mais a respeito do sistema de ensino e também captar algumas imagens para elaborar nosso documentário. Como conseguimos hospedagem em Braga, que fica ainda mais perto de Santo Tirso, nossa passagem pelo Porto é breve, mas este pouco tempo é suficiente pra registrar em nossas memórias paisagens de tirar o fôlego.



As pontes, as construções as margens do Rio D'ouro, o clima, as gaivotas. Ai, ai... Porto é um desses lugares mágicos que guarda belas surpresas em suas vielas e tem um charme especial pelo jeito da gente que vive por lá. Passamos um dia subindo e descendo suas ladeiras.
  


Pra nós vegetarianos a alimentação se torna difícil, como se pode imaginar. Afinal, é uma cidade portuária em "Portugal", terra onde come-se muito "bacaliau" e variedades de animais da água.
Mas, numa feirinha as margens do D'ouro conseguimos descobrir alguma quitutes especiais. Coisinhas como biscoitinhos de alfazema, papoula, entre outras especiarias. Nada que seja realmente uma refeição, mas vale a pena experimentar. Também vimos artesanatos dos mais variados, souvenires do Porto e artigos de decoração.


Os meninos brincando no rio, saltando das pontes para as águas geladas do D'ouro também vira atração no lugar.

Tivemos um belo dia de sol e gastamos pouco, muito pouco, quase nada, mas vamos levar no coraçãótimas lembranças e nos nossos arquivos, belas imagens desse lugar encantador! Muito giro!



P.s.: De Lisboa para o Porto foi a única viagem de trem que fizemos. Viajar de trem pela Europa é passeio turístico muito caro. Esse foi baratinho. ;)

Lisboa: pastéix de b'lém

Acordamos em Lisboa comendo maravilhosos pães de cereais (nada de plus vita) com queijo gouda. Fez parte de um mercado enorme que fizemos levando uma sacola cheíssima de compras pra casa por apenas 10 euros!


Saímos com Claudio pra provar os famosos pastéis de Belém. Prestenção! Dica 1: Cuidado com os carteiristas perto do bonde. Na Europa quase não existe assalto, apenas furtos. O sujeito coloca a mão dentro do bolso do outro e leva os pertences sem ninguém perceber. A tendência do brasileiro é ficar de boa achando que tudo é divino maravilhoso. Dica 2: Quando chegar em Belém pra comer o tal pastel, vai ter um bando de turista besta disputando o momento de comprar. Do lado tem uma portinha. Entra nela e vai andando até lá no fim. É uma construção antiga, tem mesinhas e você é servido no lugar mesmo. Pastéis, café, crepe, suco... pra três pessoas deu 15 euros.


Cláudio: amigo, guia e anfitrião

Saindo de lá tem muita coisa pra ver. O Mosteiro dos Jerónimos é uma construção muito interessante de 1601. Andando em direção ao Tejo, tem uma orla bem urbanizada, muita gente passeia por lá. Tem um monumento chamado Padrão dos Descobrimentos. Portugal era praticamente o porto da Europa, creio que mais pela posição geográfica bem estratégica. Então os caras manjavam de viagem pelo além-mar. Pagando, dá pra subir no topo da escultura. Logo em seguida tem a Torre de Belém, que também paga pra entrar.


Torre de Belém

Padrão dos Descobrimentos

O roteiro da tarde foi a Expo. Para saber melhor o que é uma Expo, vou te passar um link da Wikipedia, para não me alongar por aqui: Exposição Mundial

O lugar é muito bonito de se ver, com construções de encher os olhos dos humildes brasileiros. Digo o lugar, mas como dizemos em arquitetura, está mais para um não-lugar. Aquelas construções que não dialogam com a região e poderiam estar em qualquer outro lugar do planeta. É praticamente um mundo à parte de Lisboa. Mas a visita é muito válida.




Lá tem: Estação do Oriente (Arq. Santiago Calatrava), o maior Oceanário do mundo (Arq. Peter Chermayeff), Pavilhão de Portugal (Arq. Alvaro Siza), Hotel Myriad (Arq. Nuno Leónidas) e mais algumas obras. Tem um teleférico também. Isso não falta em toda Europa, mas geralmente é um pouco caro. Enfim, vai lá na Expo porque olhar é de graça! :D

Modelando... ;)

Como sempre, difícil escolher poucas fotos entre tantas pra entrar no blog. Então confira mais no nosso Flickr