sábado, 7 de fevereiro de 2015

Suíça, queijo e chocolate

Aterrissamos em Genebra: frio, preços altos e gente falando um francês diferente (era isso ou alemão). Pela primeira vez fiquei sem água porque me recusei a pagar 13 reais em uma garrafinha de 300 ml. Se vocês lembram da minha dica de não converter a moeda, não consegui me conter quando vi o preço das coisas em francos suíços. Enfim, dica do dia: mochileiros lowcost, fujam da Suíça!

Pra quem mora lá, é uma beleza ganhar em franco suíço. Se vive bem. Um dos comentários que ouvimos: "um sonho seria ganhar na Suíça e gastar na França". Maravilha né?

(pequeno parênteses: já tinha escrito a postagem quase toda quando fechei a janela sem querer e perdi. Vou resumir sem perder o conteúdo rsrs)

Descemos em Genebra e experimentamos o famoso "melhor transporte do mundo". Pois é: é caro, mas o transporte suíço é uma potência. Existe uma tal primeira classe que é pouquíssimo frequentada, porque a segunda já é um lushoo só. Acho que nosso transporte brasileiro deveria estar na 13ª classe deles rsrs. Restaurante dentro do trem, poltronas individuais top com mesinhas, tomadas. O destino era Bern, onde encontramos com Neide (prima de Gêiza) e o marido, Caetano. De lá seguimos pra cidade deles, Oberentfelden, sendo essa a palavra mais difícil que ainda sei falar dessa viagem (mas que eu ainda tenho que procurar no google pra escrever rsrs).

Um resumo da Suíça: arquitetura bem peculiar, muito queijo, vacas peludas, transporte público de primeira, frio, muito queijo, chocolate, boa comida vegetariana, povo educado, muito queijo, cidades pequenas, preços caros e muito queijo. :D

Visitamos Aarau e Zurich, maior cidade do país. As cidades são de tamanho resumido. Nada de prédios enormes, nada de muita gente correndo de um lado pro outro da rua. Como falei, são pessoas muito educadas, e o frio faz com que as pessoas vivam num ritmo menos extrovertido (isso foi além de nossa constatação, relato de gente que mora lá há muitos anos).

Como disse, me resumirei e darei mais alguma informação nas fotos.

Sofrendo na terrível "2ª Classe" do trem

Cadeiras na praça pública. E se colocassem umas dessas aqui na Praça Sinimbu?



Tenho que escrever uma legenda maior sobre essa foto: a mesinha ali atrás tava com a refeição quase intocada. "Neide, olha, comeram só um pouco e largaram o resto aí". Resposta super tranquila de Neide: "Devem ter ido em algum lugar e voltam daqui a pouco". Eu: "Oxe, largaram uma bicicleta aqui!". Resposta de Neide super tranquila: "Devem ter entrado no prédio aí do lado ué". Pois sim, na Suíça as pessoas deixam as coisas assim sabendo que ninguém vai pegar. Isso não dá pra comparar com país nenhum dos que a gente foi.



Zoe nasceu! Daí o povo coloca essas coisas na varanda das casas quando um bebê nasce. Tá bom que Zoe já deve ter até aprendido a ler a essa altura. Gente, pode tirar o anúncio daí rsrs


Uma singela e humilde estação de ônibus.

O maior prédio que vi em Zurique (que eu lembre era o maior)



Passeando com Neide

Uma campanha contra o uso de pele de animais pra fazer casacos

Uma das comidas Top 10 que a gente comeu na Europa. Nem lembro o que era, mas o gosto... ah! o gosto eu lembro!

Dani, prima de Gêiza


Show de Céu na Suíça! Pena que não bateu com nossa estada por lá.



Fotos com a família de Flávio, amigos da família, que conhecemos por lá. As pequenas fizeram alguns presentes pra nós rsrs

Jantar com muuuuito queijo, Dani, Neide, Caetano, Aaron e Camila


Visitando Kátia, Marko e Julian

Outro jantar com muuuuuuito queijo e a visita de Bob! Dessa vez com a presença da pequena Sofia!

Às terras da Suíça

Amigos, demoramos um bocado de tempo pra escrever aqui e, confesso, já tinha deixado quieto. Mas algumas pessoas pediram pra concluir a aventura no nosso diário de bordo. Então vamos resolver isso agora.

Sair da Itália ainda deu um pouco de trabalho porque a diária do hotel concluiu por volta das 14hs e nosso vôo pra Genebra era no outro dia pela manhã. Quem acompanha nosso blog já deve estar prevendo: dormiram no aeroporto: ma si! Como no? Então saímos do hotel e fomos deixar as malas num guarda volume na estação de trem. Preço: caríssimo! Como no? (Acho que o "como no?" é espanhol, mas enfim, eu misturei tudo na viagem, imagine agora rsrs).  Como dizem "quem tem boca vai à Roma", e já que estávamos lá, perguntamos numa lavanderia se eles tinha serviço pra guardar malas. E não é que o rapaz disse que tinha (na boa, acho que ele inventou na hora rsrs). Deixamos as malas por lá e fomos concluir nosso passeio. Isso foi no dia que fomos ao Vaticano, então já falamos na postagem anterior. Pegamos as malas de novo e fomos pro aeroporto, dormir e pegar o vôo de manhã cedo. Vou deixar essa postagem por aqui pra não me alongar muito quando falar da tal Switzerland: as terras da Suíça!


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Roma com muito custo!

Poizé, já voltamos do nosso mochilão - desde o dia 27 de outubro -, mas não conseguimos postar tudo o que temos pra postar sobre as cidades por onde passamos. Então vamos dando sequencia cá das terras tupiniquins mesmo.

Apois, de Barcelona fomos para Roma!
Devo admitir que ir para Roma foi uma teimosia minha nossa. Todas as coisas estavam sinalizando que não era boa coisa apertar ainda mais o nosso orçamento pra caber os bilhetes de entrada e saída na capital das ruínas. Os preços dos bilhetes não estavam baratos, não conseguimos hospedagem pelo Couch Surfing e não conseguimos localizar nenhum hostel baratinho pela internet. Mas eu queria porque queria ver o Colosseo e então fizemos milagre com nossos euros e embarcamos de Ryanair pra Roma na esperança de encontrar um hostel com preço bom.
O que posso dizer sobre o que vi de Roma, enquanto mochileira andarilha é que aquilo lá é um pedacinho de Brasil na Europa, ou melhor é uma parte do Brasil que não gosto, na Europa. De verdade!
Esclareço: Vimos ruas sujas, muitas pessoas pedindo esmolas, homens indiscretos mexendo com as mulheres nas ruas e uma quantidade inimaginável de ambulantes nos pontos mais turísticos. 
Tem lindos monumentos? Tem ruínas de 2391232402384 anos de idade? Tem Coliseu? Tem Vaticano? Tem sim, tem tudo isso... mas nada disso se sobressaiu diante das tantas coisas que nos incomodou durante a nossa estadia por lá.
Pra começar, sentimos que o negócio não ia ser bom assim que desembarcamos no aeroporto. Para conseguir pegar o ônibus que faz o trajeto até o centro de Roma foi um suplício. Algo semelhante a pegar metrô na Estação da Luz tipo umas 17h. E fora carro, só dá pra ir pro centro de ônibus.
O ônibus vai até o terminal rodoviário. E chegando no terminal rodoviário a decepção continuou porque o lugar além de super confuso, por estar em obras, é cheio de pedintes. Enfim...

O mais lamentável dessa aventura é que ela nos custou caro. Roma foi o lugar que menos nos agradou na Europa e o que custou mais caro. Quase não há hostels, o único que encontramos custava mais que o dobro do que pagamos em Barcelona e estava lotado. Apesar dos milhares de hoteizinhos que existem ainda na região da rodoviária terem uma qualidade pouco razoável, os preços são inacreditáveis. Gastamos 58 euritos por uma hospedagem num hotel altamente xexelento que faz propaganda de oferecer café da manhã, mas na verdade o "prima colazione" deles é um pão de anteontem com uma bebida da máquina expressa (café, chocolate ou suco)! 
Outro detalhe é que o sistema de transporte público é estilo Salvador. O metrô é uma piada! E nós nem utilizamos, porque fizemos todo nosso turismo por lá a pé! (sim, perdemos uns dois quilos cada um rs)

Bem, o que aprendemos com nossa ida a Roma foi: Não deviamos ter ido pra lá! rs
E se você está indo mochilar na Europa, com grana apertada e muita vontade de conhecer vários lugares, nossa sugestão é que você experimente outro destino na Itália! Nos falaram bem da região da Toscana, de Veneza e do Sul do país. #ficaadica

"Pra não dizer que não falei das flores", a gente aprovou a água das fontes públicas! Foi sem dúvida a melhor água que bebemos em toda a Europa! Comemos a melhor batata frita ever... tá bom que comemos numa franquia de Amsterdam mas tá valendo! rs E claro, a gente fez milhares de fotos, saboreou um bom gelato italiano e ficou falando português com aquele sotaque italiano pastelão durante alguns dias!

Como já falei um monte das cosias ruins, deixo aqui nas fotos só as recordações legais pra vocês:





As ruazinhas tem muitos restaurantes como esse da foto, com mesinhas cobertas com toalhinhas quadriculadas. Nada mais italiano, né? :)


O melhor sorvete que já tomamos! Fica lá no meio da cidade antiga e você saca logo que a sorveteria é boa porque fica um moooonte de gente na porta esperando pra saborear a delícia. A sorveteria, ou melhor, gelateria se chama Giolitti!



 O Vaticano é interessante, mas a visitação é paga e custa caro... Não entramos no museu, fizemos fotos na frente e olha lá atrás da gente o tamanho da fila pra entrar na mansão do Papa. Tinha, sem exageros, mais de 2000 pessoas.



quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Planilha pra viagens

Conforme prometido, fizemos essa tabela pra ver os custos de cada rota que queríamos fazer. Pesquisamos com uma data aleatória quais eram as melhores pontes aéreas. Ex.: Usava qualquer data e pesquisava para onde era mais barato ir saindo de Barcelona, e assim com todas as outras cidades.



As cores da planilha vão facilitar pra fazer seu roteiro. Com isso pré-estabelecido, faça a pesquisa com as datas corretas.

Sucesso!

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR A PLANILHA

sábado, 25 de outubro de 2014

Labirinto de Horta - Barcelona

Último dia dessa viagem em Barcelona. O que fazemos? Tanto pra ver ainda... bom, resolvemos ir até o Parque do Labirinto de Horta pra conhecer um labirinto de verdade. Todo feito de plantas, o local é muito bonito e, por ser longe, bem pouco frequentado e sossegado. Verdade seja dita, nos perdemos no labirinto e deu um trabalhinho pra achar a saída rsrs. Massa!

Escultura no bairro Ciutat Vella


Hospital de Sant Pau: o hospital foi transferido e a parte antiga é aberta a visitação.
Lindo, mas foi mais uma visita de fachada por conta do valor

Outro passeio legal foi no Parque Ciutadela. Muita gente tomando banho de sol, passeando com cachorros, com a família, com os amigos, tocando violão. O sol da Europa é bem diferente da incidência no Brasil. Pode ficar direto porque o calor é bem insuficiente pra gente. Então deitamos no gramado um pouco pra tirar um cochilo.

Fomos nos perder mais um pouquinho pelo bairro Gótico. Olhe no mapa onde tem uma rua principal e fuja dela. Entre nos becos, pesquise as vielas, et cetera et cetera et cetera... :)

Depois fomos comer num restaurante vegano. Muito boa a comida por sinal. O dinheiro foi curto pra conhecer cada cantinho vegetariano da cidade, mas deu pra provar alguma coisa.


Dica: se precisar fazer o checkout do hostel e estiver longe do horário da viagem, geralmente eles tem seviço de guarda-volumes para os hóspedes por um preço barato tipo entre 2 a 6 euros. Aproveite pra não sair por aí cheio de malas até o horário do vôo.

Montjuic, Gaudí, Barcelona

Algum de vocês assistiu o filme "Nosso lar"? Lembram daquela cidade do além toda modernosa, cheia de luz, e etc? Pois sim, muito fantástico conhecer as instalações que a cidade de Barcelona ganhou em Montjuic para as Olimpíadas que aconteceram em 92. Entre elas a torre da Telefonica que foi projetada por Calatrava. Ao mesmo tempo que é muito legal, cabe a reflexão que não podemos adentrar em apenas 5 dias de passeio na cidade, senão por meio de outras pesquisas. Qual o uso efetivo de um equipamento urbano dessa dimensão no período pós-evento? Bom, e depois de esclarecimentos de Eloísa e Ana Luíza, amigas brasileiras que vivem em Barcelona, descobrimos que a cidade usa com bastante frequência esse espaço. Que sirva de exemplo, porque parece que toda sede de Copa do Mundo ou Olimpíadas acaba passando por esse dilema. De certeza, pra quem tá a fim de passear, vale a visita no lugar.


 







De lá a gente tava querendo ir visitar o Museu Blau e pra isso tivemos que ir até a estação Glòries próxima da Torre Agbar. Lá estava tendo uma feira massa demais chamada Eat Street. Várias barraquinhas de comida com preço acessível, gente descolada, casais jovens com seus filhos e música boa. Do lado tem um super-camelódromo que, entre roupas e eletrônicos, tem uma área só de venda de antiguidades e bugingangas diversas.





Infelizmente, o Museu Blau tava fechado no dia, mas valeu a pena ir lá pra dar uma olhada na dimensão do dito cujo e na urbanização da região praieira ali próxima. Nada que eu concorde muito, mas interessante.

O dia seguinte foi dedicado a visitar o Park Güell do Gaudí. Bom, a ideia era só olhar as fachadas, mas a parte mais interessante do parque era fechado e precisava pagar pra entrar. Então, tomem 8 euros por pessoa e vamos adentrar. Também aproveitei pra olhar tudo, tintin por tintin, usar o banheiro, beber água, relaxar e conhecer a história do lugar que é bem interessante. Um parque lotado de gente que logo após construído foi decretado como um fracasso comercial. A sorte do lugar foi que a prefeitura tomou de conta e virou sucesso por causa da iconização de Gaudí. Não é a toa que eu falei que transformaram ele no Mickey Mouse catalão. Bom, valeu pagar pela visita.




Importante: tudo que você acha bonito em fotos,
tem mil pessoas ao lado disputando pra fotografar também


Vale lembrar que compramos o ingresso pra entrar no Parque Güell para o fim da tarde, e enquanto isso resolvemos subir para conhecer a área do Parque Tibidabo. Você vai encontrar dois jeitos de subir. Um é pelo furnicular e isso vai te custar um dos olhos da cara. O outro é de ônibus, fazendo exatamente o mesmo percurso, com a diferença de que é de ônibus, só isso. Quando chegar lá você vai descobrir também que subir para o mirante mais bonito vai te custar mais 7,70 euros por pessoa, podendo ir até a Torre de Collserola (de Norman Foster) gastando mais uns 5 euros pra subir a torre. Dizem que a vista é fantástica, mas somos mochileiros e não rycos. O parque de diversões Tibidabo a gente nem arriscou ver o preço.

Dica: na entrada da Casa do Porteiro vai ter uma fila enorme e talvez um funcionário do parque dizendo que não tem nada demais pra ver lá dentro, pra depois você não se decepcionar. Se ele não tivesse avisado isso talvez tivesse acontecido isso, mas valeu ter entrado e assistir os videos e ver as fotos lá dentro.

Barcelona, a surpresa

Até aqui, tivemos hospedagem em todos os lugares que fomos. Mas, Barcelona é uma cidade muuuuuuito lotada de turistas. Então o Couchsurfing não funcionou e recebemos muitos "not available". A solução foi um Hostel. Ficamos em dois: Saint Jordi e Youth Hostel. O primeiro tem uma estrutura fantástica, o segundo é modesto mas pelo mesmo preço do primeiro serve um café da manhã.




Da parte de Gêiza, Barcelona não entraria no roteiro normalmente porque não faz parte daquele sonho de viagem pra Europa como Grécia, Roma, Paris etc... Mas da parte de quem tem algum contato com arquitetura, Barcelona não pode sair do roteiro. Um pequeno adesivo na entrada do metrô avisava: "Barcelona não é um parque temático: turistas, vão embora". Espanhóis xenófobicos que me desculpem: Barcelona é um parque temático com o tema arquitetura, e vocês fizeram de Gaudí o Mickey Mouse catalão. Enfim...

Essa cidade é mais uma que vale o conceito de se perder. Pelo menos na área do Bairro Gótico, Ciutat Velha, Barceloneta... No primeiro dia fomos visitar a torre Agbar, também do Jean Nouvel, que projetou a torre Signal em Paris. Depois fomos ver pelo menos a fachada da Sagrada Família, uma construção ímpar nesse planeta. Como parte da viagem lowcost, todo mochileiro tem o dever de se satisfazer em olhar a frente e não entrar: e assim fizemos :D

No dia seguinte, Casa Milá, Casa Batlló, um prédio do Toyo Ito... isso tudo na mesma rua. Porque falei em se contentar com ver as fachadas? Porque a entrada em cada casinha dessa feita pelo Gaudí custa 21 euros. Um lema a ser adotado numa viagem pra Europa onde seus pobres reais se convertem em valiosos Euros: se converte não se diverte. É verdade, mas tem coisas que a gente não tem como não pensar. Como assim 70 reais pra uma visita? Demais né? Uma passada rápida no Museu de Arte Contemporânea, do Richard Meyer... Então fomos pegar o metrô.


Dica do dia: em Barcelona temos muitas fontes com água bem gelada e o povo bebe água por aí mesmo. De graça!

Saímos pra encontrar a Eloísa, amiga que mora em Barcelona há 15 anos. Perto da praia conseguimos uma boa refeição por 10 euros por pessoa, mas isso é só em dias de quarta feira. Eles tem um costume da refeição ser servida por partes: entrada+principal+sobremesa e a bebida.




Lá na praia conhecemos a escultura de Peixe do Frank Ghery, e saímos para conhecer o Shopping Arena na área do Montjuic, uma reforma do Richard Rogers utilizando uma antiga arena de tourada. Lá perto tem uma fonte chamada de Fonte Mágica, que dá um espetáculo a parte em dias de sexta e sábado. Eu, particularmente, não gosto dessas fontes cheias de luzinhas e água jorrando por todos os lados, mas essa fonte...! Ah essa fonte! É mágica!



Dá vontade de escrever umas dez postagens pra falar de Barcelona. Mas creio que vou perder leitores assim rsrs
Abraço!